Daniel Gadelha
11/05/2022 às 10:21

Golpes com o celular: confira 5 dicas para proteger sua conta e evitar prejuízo!

Essa semana viralizou nas redes sociais uma postagem de Bruno De Paula, morador de São Paulo. Ele relata que, ao pedir um táxi para casa saindo do aeroporto, teve o celular desbloqueado levado por um assaltante. A princípio, o maior prejuízo seria o aparelho, pensou Bruno, mas não ficou só nisso.

O bandido teve acesso à contas bancárias da vítima cadastradas no celular e fez diversas transações, como transferências, pagamentos de boletos, contratação de empréstimos, dentre outras. Os lançamentos somaram mais de R$ 143 mil de prejuízo. Veja um dos tweets da thread do Twitter:

O agente de talentos conta ainda que os lançamentos continuaram ocorrendo nos dias seguintes ao roubo, mesmo após os bancos terem sido comunicados do assalto.

“Os criminosos pagaram boletos nos bancos de R$ 8 mil, R$ 9 mil, que só seriam descontados na segunda-feira. Ora, se eu já havia reportado a fraude para os bancos, porque essas operações todas não foram bloqueadas já na sexta-feira?”, questiona Bruno.

Somente depois que o depoimento viralizou na internet, os bancos entraram em contato com a vitima e estornaram os valores, uma boa notícia!

Confira 5 dicas para se proteger de golpes com o celular

Para evitar que situações como a de Bruno aconteçam, confira algumas dicas para se proteger ou pelo menos reduzir maiores riscos caso seu celular seja roubado, perdido ou furtado.

1- Faça o bloqueio do aparelho

Atualmente a maioria dos aparelhos celulares pode ser bloqueado de forma remota. No caso do iPhone, acesse sua conta iCloud com login e senha pra localizar o aparelho e ativar o “Modo Perdido”. Assim, uma pessoa mal intencionada não conseguirá acessar seu aparelho.

Para aparelhos Android, acesse o site ou aplicativo “Encontre meu Dispositivo” onde opções similares serão oferecidas.

2- Solicite o bloqueio do seu chip

Muitos bancos, aplicativos de transporte e delivery, carteiras digitais e até e-mails permitem redefinir a senha através do envio de um código por mensagem de texto. Se alguém tentar resetar a senha de algum desses serviço, não terá acesso ao SMS após o bloqueio da linha. Por isso, entre em contato com a sua operadora o quanto antes e solicite o bloqueio do chip.

3- Informe seu banco

Entre em contato com todos os bancos que você tinha acesso através do celular, inclusive carteiras digitais, como Mercado Pago, PicPay e 99Pay, e informe o ocorrido. Assim, eles poderão bloquear seus acessos para que não sejam feitas transações indevidas.

Infelizmente, como também pontuou o Bruno, algumas fintechs não possuem um canal rápido de atendimento, sendo a maioria dos contatos por e-mail ou chat. Para essas empresas, além de registrar o contato o quanto antes, não deixe de seguir a próxima dica.

4- Faça um boletim de ocorrência

Por mais que roubo de celular seja uma violência cada vez mais banal, é de extrema importância que o boletim de ocorrência seja feito. O documento pode lhe resguardar sobre transações feitas com o aparelho quando você não estava mais em posse dele.

Em algumas localidades é possível fazer o registro pela internet, em outros, somente na delegacia. De toda forma, não deixe de fazer!

5- Ative a autenticação de dois fatores do Whatsapp

Um golpe bem comum dos assaltantes é utilizar o aparelho roubado para pedir dinheiro pelo Whatsapp para contatos da vítima. Para evitar que isso aconteça, é possível cadastrar uma senha para retomar o acesso ao aplicativo de mensagens mesmo que o seu chip antigo ainda esteja nas mãos do criminoso.

Veja um vídeo explicando o passo a passo:

Minha experiência

Eu também já fui vítima de um golpe mas, infelizmente, o meu relato não teve um final feliz. Alguns anos atrás eu utilizada a conta digital pag! (atual Will Bank) e, em um dia de domingo, notei três pagamentos de contas que eu não havia feito. Tentei contato com a empresa imediatamente e, claro, recebi apenas uma resposta automática. Logo em seguida, fiz um registro no Reclame Aqui e durante semanas recebi sempre a mesma resposta de que o caso estava sendo analisado.

Depois de um tempo, ficou claro que as transações não seriam estornadas e que eu teria que assumir o débito de aproximadamente R$ 2.000 que seguia crescendo com juros. Na época, até participei de um grupo no Facebook exclusivo para vítimas de golpes envolvendo o banco e fui considerado “sortudo”, pois algumas pessoas perderam até 10 vezes mais do que eu em golpes similares.

Para evitar que meu nome fosse negativado e como tinha recursos na época, o que não era o caso da maioria das vítimas, fiz o pagamento para enterrar de vez a história e não ter mais que lidar com o banco. Hoje sou bem mais criterioso com relação as instituições onde abro conta e fico sempre de olho nas movimentações que são lançadas no extrato.

Com informações do site G1.


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